Diversas pessoas morreram, incluindo três militares congoleses. Alvos foram quartel-general das Forças Armadas, emissoras estatais de rádio e televisão e o aeroporto internacional de Kinshasa.

Força da paz da ONU na República Democrática do Congo. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti
A ONU lamentou os ataques realizados nesta segunda-feira (30) contra o quartel-general das Forças Armadas da República Democrática do Congo e s sedes da emissora de rádio e do canal de televisão estatal, além do aeroporto internacional da capital, Kinshasa.
Confrontos foram relatados em Kindu, na província de Maniema, e Lubumbashi, na província de Katanga, resultando em diversas mortes, incluindo três militares das Forças Armadas congolesas.
O chefe da missão da ONU no país, conhecida como MONUSCO, Martin Kobler, condenou fortemente os “ataques simultâneos, indiscriminados e inaceitáveis” perpetrados por homens armados contra estes locais “estratégicos”.
Em nota, a MONUSCO disse reiterar o desejo de que os ataques contra civis acabem e pediu que as autoridades tratem essas questões em conformidade com a ordem constitucional e a legislação.
O mandato da missão de paz da ONU é em apoio às autoridades nacionais para a estabilização e consolidação dos esforços de paz, incluindo assistência para a realização de eleições, o monitoramento de violações dos direitos humanos e suporte às ações do Governo contra grupos armados que operam no leste do país.
A MONUSCO é a única missão da ONU que foi autorizada pelo Conselho de Segurança a ter uma brigada de intervenção, que pode atuar em ações específicas, com ou sem as Forças Armadas do país, para defender e proteger a população civis. Todo o contingente militar desta que é a maior força de paz da ONU em atuação no mundo é comandado pelo general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz.
Após confrontos entre tropas do Governo e grupos armados, a missão de paz entrou em alerta.