O bloqueio, que foi implementado após uma série de incidentes violentos que ocorreram antes do fim do Ramadã, tem afetado principalmente o campo de refugiados de Fawwar, atingindo aproximadamente 9.500 pessoas.

Hebrom, cidade da Cisjordânia ocupada por Israel. Foto: OCHA
A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) disse na segunda-feira (25) que o bloqueio imposto pelas autoridades israelenses no distrito de Hebrom, na Cisjordânia, está criando sérios desafios para a assistência humanitária na região, afetando a entrega de suprimentos médicos, a remoção de lixo e o trabalho diário dos assistentes da Agência nos campos de refugiados.
O bloqueio, que foi implementado após uma série de incidentes violentos que ocorreram antes do fim do Ramadã – e resultaram na morte de dois israelenses –, tem afetado principalmente o campo de refugiados de Fawwar, atingindo aproximadamente 9.500 pessoas.
“A ONU condena o bloqueio que afeta os residentes no campo de Fawwar e a violência contra civis. Peço que as autoridades israelenses parem de punir coletivamente pessoas inocentes pelos atos de outras pessoas”, ressaltou o diretor da UNRWA para a Cisjordânia, Scott Anderson.
A UNRWA destacou ainda que o bloqueio tem impactado a população da região social e economicamente, bem como agravou o risco de saúde dos moradores do campo. Além disso, as interrupções na cadeia de abastecimento estão aumentando os custos dos produtos básicos dentro do acampamento.
Scott Anderson visitou a área na semana passada e, na ocasião, após negociações com autoridades de Israel, foi concedido um acesso excepcional pela entrada principal de Fawwar.
“Os refugiados residentes em Fawwar foram os primeiros a socorrer os israelenses após o incidente do tiroteio, fornecendo-lhes os primeiros socorros antes da chegada das ambulâncias. Isso é ainda mais preocupante”, disse diretor, referindo-se a um dos ataques violentos.
Recordando a IV Convenção de Genebra, da qual Israel faz parte e que se aplica aos territórios ocupados, a Agência pediu que as autoridades israelenses acabem com os bloqueios e que garantam o livre acesso à ajuda humanitária em toda a Cisjordânia.