Não houve feridos nem danos. Representante das Nações Unidas não acredita que ação dos rebeldes atrapalhará negociação de paz em curso em Uganda.

Foto: MONUSCO
As Nações Unidas condenaram veementemente o ataque realizado nesta sexta-feira (18) pelo grupo rebelde M23 contra um helicóptero desarmado da missão de paz na República Democrática do Congo (RDC). Este é o segundo incidente do tipo em menos de uma semana.
O helicóptero ficou na linha de tiro nesta manhã ao sobrevoar Kibumba, Rutshuru, em Kivu do Norte, de acordo com a Missão das Nações Unidas para a Estabilização na RDC (MONUSCO). Entretanto, não houve feridos nem danos.
O chefe da missão, Martin Kobler, e a enviada especial do secretário-geral da ONU para a Região dos Grandes Lagos, Mary Robinson, estão em Campala, Uganda, para acompanhar as negociações entre o Governo congolês e o M23. A MONUSCO acredita que nada atrapalhará o diálogo.
No incidente de semana passada, um helicóptero desarmado que fazia o reconhecimento da região de Rumangabo ficou sob fogo direto do M23.
Na ocasião, Kobler afirmou que o M23 não impedirá a missão de usar o espaço aéreo congolês e que, se necessário, usará a força para defender os civis.
O M23 e outros grupos armados têm entrado em confronto com o Exército congolês repetidas vezes. Em novembro do ano passado, os rebeldes chegaram a ocupar Goma, capital de Kivu do Norte, por um curto período.
Por causa do conflito, mais de 100 mil pessoas foram deslocadas, agravando uma crise humanitária na região – que atinge 2,6 milhões de deslocados internos e 6,4 milhões de pessoas que precisam de alimentos e ajuda de emergência.