Nações Unidas lamentaram o “ato hediondo de terrorismo”, promovido no dia em que a Organização faz homenagens a civis, policiais e soldados servindo em missões de paz; secretário-geral lembrou que ataques deste tipo podem constituir crimes de guerra, de acordo com o direito internacional.

Foto: MINUSMA / Marco Dormino
Cinco integrantes das forças de paz das Nações Unidas foram mortos em uma emboscada na região central do Mali no último domingo (29), com outro ‘capacete-azul’ — como são conhecidos — sendo gravemente feridos, de acordo com informações preliminares relatadas pela missão da ONU no país.
A ONU lamentou o “ato hediondo de terrorismo”, promovido no dia em que a Organização faz anualmente homenagens a civis, policiais e soldados servindo em missões de paz.
De acordo com um comunicado de imprensa da missão no país, conhecida pela sigla MINUSMA, a emboscada ocorreu por volta das 11h da manhã, no horário local, perto da cidade de Sevaré. De acordo com informações preliminares, cinco integrantes togoleses das forças de paz foram mortos. Outro, gravemente ferido, foi evacuado.
O Conselho de Segurança e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também condenaram os ataques. O chefe da ONU pediu uma ação rápida para levar os autores do crime à justiça.
“[Ban] observa com tristeza que este último ataque à MINUSMA ocorreu no Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz da ONU, quando homens e mulheres que servem sob a bandeira das Nações Unidas com honra, coragem e dedicação são lembrados”, disse um comunicado emitido por seu porta-voz.
A data é marcada todos os anos no dia 29 de maio, desde que foi declarada, em 2003, pela Assembleia Geral das Nações Unidas.
O secretário-geral lembrou, mais uma vez, que os ataques que visam integrantes das forças de paz podem constituir crimes de guerra, de acordo com o direito internacional.
O Conselho de Segurança, em um comunicado de imprensa, reafirmou que todas as formas e manifestações de terrorismo representam uma grave ameaça à paz e à segurança internacionais. O Conselho manifestou também preocupação com a situação de segurança no Mali.
Os membros do Conselho observaram que a aplicação integral do Acordo de Paz e Reconciliação no Mali e a intensificação dos esforços para superar as ameaças podem contribuir para melhorar a situação de segurança em todo o país. O órgão da ONU, composto por 15 membros, destacou a importância de a força de paz no país ter as capacidades necessárias para cumprir integralmente o seu mandato.
O representante do secretário-geral no país, Mahamat Saleh Annadif — que também chefia a missão da ONU –, destacou que a MINUSMA está “mais empenhada do que nunca” para prosseguir a sua missão em apoio ao Mali e seu povo.