ONU condena violência intercomunitária e ‘retórica de ódio’ no Sri Lanka

Neste domingo (15), um protesto budista desencadeou confrontos com a comunidade muçulmana de Aluthgama, no sudoeste do país.

Acampamento de deslocados internos no Sri Lanka. Além de rivalidades étnicas, país registra suspeitas de violações de direitos humanos por parte do governo. Foto: ONU

Acampamento de deslocados internos no Sri Lanka. Além de rivalidades étnicas, país registra suspeitas de violações de direitos humanos por parte do governo. Foto: ONU

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, expressou nesta segunda-feira (16) sua preocupação com o crescimento da violência intercomunitária no sudoeste do Sri Lanka, onde pelo menos duas pessoas foram mortas e muitas outras feridas no domingo (15).

A violência irrompeu na cidade de Aluthgama após a manifestação do grupo budista Bodu Bala Sena (BBS), que protestava contra o assalto de um monge por jovens muçulmanos. Casas, lojas e mesquitas foram atacadas e algumas incendiadas. Apesar do envio de aproximadamente 1,2 mil policiais, a violência supostamente prosseguiu pela noite.

“O governo deve fazer todo o possível para cessar esta violência, barrar o incitamento e o discurso de ódio que a motivam e proteger todas as minorias religiosas”, disse a alta comissária. “Estou muito preocupada com a possibilidade desta agressão se disseminar entre comunidades muçulmanas em outras partes dos país.”

“As autoridades devem apreender de imediato os responsáveis pelos ataques e tornar claro às autoridades religiosas de ambos os lado – bem como aos partidos políticos e ao público em geral – que não há lugar para retórica de ódio e incitação à violência.”