ONU: Conferência em Doha destaca séria necessidade de combater crime ambiental

Em 2013, cerca de 20 mil elefantes e mais de mil rinocerontes foram mortos no continente africano. O valor total estimado do comércio ilegal de produtos à base de madeira é de 17 bilhões de dólares.

Um elefante em Gana. Foto: Banco Mundial/Arne Hoel

Um elefante em Gana. Foto: Banco Mundial/Arne Hoel

Representantes da ONU, em uma importante reunião anticrime em curso em Doha, Catar, destacaram a gravidade dos crimes florestais e contra a vida selvagem que se encontram em ascensão e geram enormes lucros para as redes criminosas. Para eles, essas práticas alimentam a violência, corrompem cadeias de abastecimento e enfraquecem o Estado de Direito.

“Crimes florestais e contra vida selvagem têm o potencial não apenas de devastar o meio ambiente, mas também de minar o bem-estar social, político e econômico das sociedades, gerando bilhões de dólares para as quadrilhas criminosas e sustentando suas atividades ilícitas”, declarou o presidente da Assembleia Geral da ONU, Sam Kutesa, durante um evento de alto nível realizado como parte do 13º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal.

Só em 2013, cerca de 20 mil elefantes africanos foram abatidos. No mesmo ano, mais de mil  rinocerontes foram mortos no continente. O valor total do comércio ilegal de produtos à base de madeira, geralmente vindos do interior da Ásia Oriental e do Pacífico, é estimado em 17 bilhões de dólares.

Estão inclusos nesse tipo de prática criminosa a tomada, comercialização, importação, exportação, processamento, posse, obtenção e consumo de flora e fauna (animais, pássaros, peixes, plantas e árvores), em violação à legislação nacional e internacional.

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