ONU usa novas rotas e consegue distribuir alimentos para 76 mil deslocados no oeste do Iraque

Pela primeira vez desde maio, o PMA começou a prestar assistência alimentar no oeste do Iraque, alcançando um grupo de 76 mil pessoas que fugiram dos combates.

Crianças yazidis comem uma refeição de arroz e tomate de almoço em um vilarejo no Curdistão do Iraque. Photo: ACNUR/N. Colt

Crianças yazidis comem uma refeição de arroz e tomate de almoço em um vilarejo no Curdistão do Iraque. Photo: ACNUR/N. Colt

O Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) anunciou nesta quinta-feira (04) que voltou a prestar assistência alimentar, pela primeira vez desde maio, na província de al-Anbar, localizada no oeste do Iraque, alcançando um grupo de 76 mil pessoas que fugiram dos combates.

As últimas entregas elevam o número total de pessoas que receberam ajuda alimentar do PMA desde meados de junho para 838 mil. No entanto, a agência e seus parceiros humanitários alertaram que a situação no Iraque continua a deteriorar por causa das lutas internas. Em todo o país, mais de 1,5 milhão de pessoas se encontra deslocada em condições precárias, muitas sem acesso à comida, água ou outros itens essenciais.

“Com base nas avaliações da crise de alimentos no país, estamos usando novas rotas para entregar alimentos e esperamos nos próximos dias chegar a famílias deslocadas em áreas voláteis como a região sul de al-Anbar”, disse a diretora de país do PMA, Jane Pearce.

O representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) Fadel El Zub, explicou que ao deslocamento massivo das pessoas é preciso somar a impossibilidade de chegar aos cultivos, as interrupções no abastecimento de combustível e a falta de subsídios para as colheitas, como causas que afetam diretamente a disponibilidade e o acesso aos alimentos. Segundo ele, existe um risco de que a situação se deteriore ainda mais com a continuidade da crise, o que deixará em uma “situação de emergência ainda mais complexa”.