A ONU Mulheres lançou na quarta-feira (8) — Dia Internacional das Mulheres — uma ciranda virtual pela igualdade de gênero. A iniciativa funciona da seguinte forma: ativistas, trabalhadoras de diferentes categorias, atrizes, políticas, empresárias e sindicalistas devem indicar e marcar nas redes sociais outras mulheres que são fonte de inspiração na luta por mais direitos. A campanha, que foi apoiada por Camila Pitanga, Juliana Paes e Taís Araújo, é aberta a todas as mulheres que quiserem participar.
A ONU Mulheres lançou na quarta-feira (8) — Dia Internacional das Mulheres — uma ciranda virtual pela igualdade de gênero. A iniciativa funciona da seguinte forma: ativistas, trabalhadoras de diferentes categorias, atrizes, políticas, empresárias e sindicalistas devem indicar e marcar nas redes sociais outras mulheres que são fonte de inspiração na luta por mais direitos.
A primeira “roda” da ciranda começou com a atriz e embaixadora da Boa Vontade da agência da ONU, Camila Pitanga. Em suas páginas pessoais, ela marcou Lúcia Xavier, que participa da Articulação de Organizações Não Governamentais de Mulheres Negras Brasileiras.
“Este é um Dia Internacional das Mulheres histórico porque as mulheres do mundo estão unindo as suas vozes para pressionar a humanidade na reivindicação de outra forma de desenvolvimento, que não seja opressiva nem violadora de direitos”, afirmou a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, por ocasião da data.
A dirigente acrescentou que as Nações Unidas reconhecem os esforços de mobilização das brasileiras no 8 de março e explicou por que a agência escolheu fazer a campanha virtual, chamada pela ONU Mulheres de “Ciranda Por um planeta 50-50 em 2030: um passo decisivo pela igualdade de gênero”.
“A ciranda é uma manifestação cultural brasileira, adotada como elemento de reunião de mulheres e feministas. Possibilita que cada uma possa chegar com a sua alegria e a ousadia de construir um planeta com paridade de gênero”, disse.
Entre as participantes da ciranda, estão:
- Sônia Guajajara (Acampamento Terra Livre e Associação dos Povos Indígenas do Brasil);
- Schuma Schumaher (Articulação de Mulheres Brasileiras);
- Creuza Oliveira (Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas);
- Alessandra Lunas (Confederação das Trabalhadoras e Trabalhadores na Agricultura/Marcha das Margaridas);
- Heliana Hemetério (Liga Brasileira de Lésbicas);
- Adriana Dias (Comitê Deficiência e Acessibilidade da Associação Brasileira de Antropologia);
- Margaret Groff (Itaipu Binacional, Prêmio WEPs Brasil e Rede de Mulheres Executivas do Pará);
- a deputada federal Benedita da Silva;
- a jovem jornalista Juliana Gonçalves (Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver).
Nadine Gasman e as atrizes Juliana Paes, defensora para a Prevenção e a Eliminação da Violência contra as Mulheres da ONU Mulheres, Taís Araújo e Jéssica Ellen completam a primeira “roda” da ciranda. Mas a campanha não para por aí.
“Convidamos a todas as mulheres, as que estão ou não nas redes sociais, e as organizações sociais a participarem, ao longo do mês de março, dessa iniciativa”, disse a representante da agência da ONU.
“A finalidade é reconhecer a diversidade das mulheres e agregar as diferentes identidades e vozes, que precisam ser visibilizadas e ouvidas na construção de um Planeta 50-50, em que as mulheres têm atuado de modo destemido em defesa dos direitos humanos”, completou.