Representantes das Nações Unidas se opuseram a todo tipo de estímulo à violência e convidaram líderes religiosos a estimular a paz em suas comunidades.
O assessor especial do secretário-geral sobre a Prevenção de Genocídios, Adama Dieng, e a assessora especial sobre a Responsabilidade de Proteger, Jennifer Welsh, condenaram nesta terça-feira (13) a convocação por parte do clero na Arábia Saudita de muçulmano sunitas e seus Estados para apoiar uma “guerra santa” contra muçulmanos xiitas e cristãos na Síria, além dos Estados e grupos armados não estatais que apoiam essas comunidades.
“Essa retórica pode agravar a situação já extremamente volátil na Síria, atraindo pessoas motivadas pela religião a se juntar às partes do conflito, aumentando o risco de violência contra comunidades religiosas”, disseram os conselheiros, acrescentando que a incitação à violência baseada na religião não é apenas moralmente errada como contra o direito internacional.
Dieng e Welsh também comentaram sobre relatos de que cleros ortodoxos russos se referiram à participação da Rússia no conflito da síria como “guerra santa” contra o terrorismo, declarando que essas afirmações podem ser manipuladas e alimentar a polarização nas comunidades.
Os representantes da ONU convidaram líderes religiosos pelo mundo a desestimularem esse tipo de incitação à violência, enfatizando que “líderes religiosos deveriam ser mensageiros da paz e não da guerra”.
