Em Fórum Aliança de Civilizações, Ban Ki-moon afirmou que soluções de longo prazo dependem de compreensão mútua, o que transcende fronteiras nacionais, religiosas, culturais e étnicas.
As Nações Unidas pediram na quarta-feira (27) que os líderes mundiais promovam a tolerância e o respeito, acrescentando que esses princípios podem contribuir para solucionar conflitos como na Síria e no Mali, assim como lidar com outros desafios globais.
“Do cenário mundial às comunidades locais, os líderes precisam falar a língua da tolerância e do respeito, não da divisão e difamação”, declarou o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em discurso na abertura do V Fórum Mundial da Aliança de Civilizações das Nações Unidas, em Viena, na Áustria. “Onde quer que as tensões dividam as comunidades, existe a oportunidade para a Aliança construir pontes para as pessoas se moverem do conflito para a colaboração.”
“Soluções duradouras precisam de compreensão mútua de longo prazo que transcende as fronteiras nacionais, religiosas, culturais e étnicas. Tal entendimento vem de uma liderança responsável – o tema deste fórum”, acrescentou Ban.
Lançada em 2005 por iniciativa de Espanha e Turquia, e sob os auspícios das Nações Unidas, a Aliança busca promover melhores relações interculturais em todo o mundo. O tema para o fórum deste ano é “Liderança Responsável na Diversidade e Diálogo”. O evento reúne gestores públicos, especialistas e uma variedade de partes interessadas no diálogo intercultural e inter-religioso.
O Secretário-Geral afirmou que um dos processos no qual a Aliança está “bem posicionada para contribuir” é o conflito na Síria. Como a situação continua piorando, Ban disse estar “extremamente preocupado com o risco de violência sectária e represálias em massa” em um país que é um “extraordinário mosaico de tribos, etnias, línguas e religiões”.
Ban também afirmou que a Aliança pode contribuir pela paz no Mali, ao engajar lideranças religiosas e comunitárias, organizações populares e jovens no país assolado por combates desde janeiro de 2012.
O Chefe da ONU ressaltou, ainda, que israelenses e palestinos continuam polarizados, enquanto o processo de paz na região está atrasado. O Secretário-Geral afirmou estar particularmente preocupado com os jovens da região, que correm o risco de crescer com um conceito “demonizado, desumanizado – e totalmente falso – sobre seus vizinhos”.