ONU desmente rumores sobre presença de grupo armado ruandense na República Democrática do Congo

A missão de paz confirmou, no entanto, a presença de combatentes no leste do país, nas áreas de Bashali, Mpati e Bibwe-Kitso-Nyange.

Forças de paz da MONUSCO em patrulha. ONU Foto/Sylvain Liechti.

A Missão de Estabilização da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO) desmentiu ontem (2) rumores relacionados à presença do grupo armado Forças Democráticas de Libertação de Ruanda (FDLR) no leste do país. Em um comunicado de imprensa, a MONUSCO afirmou que enviou uma equipe de verificação para as áreas de Mpati, Nyange e Bibwe, localizadas no território de Masisi, na província oriental do Kivu do Norte.

O deslocamento foi feito após alegações de que até quatro mil membros das FDLR estavam na região, mas de acordo com a missão de estabilização, não há mais que algumas centenas de combatentes no local. As FDLR são compostas por combatentes da etnia Hutu, ligados ao genocídio étnico em Ruanda em 1994, quando iniciou suas ações , principalmente no leste da República Democrática do Congo (RDC).

No final da verificação, a equipe declarou que diversos boatos eram infundados, como, por exemplo, a alegação de que um novo comandante das FDLR chamado “Bakota” teria chegado na área de Kivuye e de que armas e munições estariam sendo fornecidas para essas forças.

A MONUSCO confirmou, no entanto, a presença de membros das FDLR nas áreas Bashali e Mpati. Segundo a equipe, os combatentes estão nessas áreas desde abril de 2012 para evitar o avanço de outro grupo armado, os Mai Mai Rahiya Mutomboki. A missão também confirmou a presença das FDLR e de outros grupos na área Bibwe-Kitso-Nyange, o que é preocupante em relação à proteção dos civis. Por isso, a MONUSCO já exortou as autoridades locais a tomarem medidas para protegerem esses civis.