Vivendo em área em conflito, cerca de 700 mil famílias de agricultores estão vulneráveis no Leste da Ucrânia. Situação é agravada por aumento dos preços dos commodities, segundo a FAO
A falta de recursos humanos financeiros, materiais e sociais deixou 700 mil famílias rurais vulneráveis no Leste da Ucrânia, segundo resultados do levantamento publicado na segunda-feira (7) pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Relatório que avalia região afetada por conflito também alertou sobre a insegurança alimentar enfrentada por essas famílias devido à “disparada” dos preços dos commodities.
Revelando um quadro negativo para famílias de pequenos agricultores nas regiões de Donetsk e Lugansk, o estudo destacou que para superar as circunstâncias adversas, pessoas estão deixando de comer, migrando para encontrar trabalho e vendendo bens pessoais.
“Acreditamos que existe uma premência significativa e urgente de apoiar as necessidades de produção de subsistência das populações afetadas e dar estabilidade às suas atividades agrícolas”, afirmou o diretor-geral assistente da FAO e representante regional para a Europa e Ásia Central, Vladimir Rakhmanin.
A FAO tem realizado a distribuição de sementes, ração e frangos para famílias de agricultores que precisam. Enquanto isso, a agência está desenvolvendo operações para alcançar mais famílias e contribuir para que elas se capacitem para continuar com a produção.
“As pessoas não podem se tornar dependentes da distribuição de comida em uma terra que pode produzir a maior parte das necessidades de alimentos da população”, afirmou Rakhmanin.
Soluções imediatas para acabar com a insegurança alimentar na região incluem o fornecimento de insumos agrícolas e rações para animais de forma a garantir a colheita e a pecuária, recomendou o relatório.
