ONU deve desempenhar um papel essencial na transição do poder na Líbia, diz Secretário-Geral

Ban Ki-moon convocou organizações regionais para ajudar autoridades líbias a atender aspirações da população. Conselho de Segurança deve implantar missão no país.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, convocou nesta sexta-feira (26/08) as principais organizações regionais para ajudar as autoridades da Líbia a realizarem uma transição democrática no país, após a saída do regime de Muamar Kadafi. Ban afirmou que o Conselho de Segurança lhe garantiu apoio para a implementação de uma missão da ONU na Líbia.

“Nós precisamos trabalhar juntos e responder rapidamente aos pedidos das autoridades de transição da Líbia por assistência”, disse Ban aos chefes da União Africana, da Liga Árabe, da Organização de Cooperação Islâmica e da União Europeia por meio de uma videoconferência. Ele afirmou que líderes internacionais esperam que a ONU desempenhe um papel essencial no futuro da Líbia.

Ban observou que ainda restam muitos desafios nesta fase final e decisiva da crise líbia. Ele citou a escassez de combustíveis, de alimentos e suprimentos médicos, especialmente nas Montanhas Nafusa e na capital, Trípoli. Relatos apontam que o fornecimento de água na capital e nos entornos pode estar ameaçado, colocando cerca de três milhões de pessoas em risco.

Após a videoconferência, o Secretário-Geral declarou que todos os participantes concordaram que a comunidade internacional deve se unir com um programa de ação coordenado e eficiente, com a ONU desempenhando um papel essencial. Eles ressaltaram, no entanto, que cabe ao próprio povo líbio determinar o próprio futuro.

Enquanto isso, a Vice-Secretária-Geral da ONU, Asha-Rose Migiro, disse ao Conselho de Paz e Segurança da União Africana que a Organização a vê como uma parceira chave na ajuda para a reconstrução da Líbia. “Juntos, nós devemos encorajar as novas lideranças a realizar todos os esforços para proteger civis e instituições públicas, a manter o direito e a ordem, a promover a unidade e a reconciliação nacional”, completou.