Durante debate de alto nível sobre paz e segurança, Mogens Lykketoft enfatizou que, embora a ONU tenha realizado bons feitos em alguns aspectos, a Organização ainda permanece insuficientemente equipada para cumprir o seu objetivo primordial, que é preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra.

Sede da ONU em Nova York. Foto: ONU/Rick Bajornas
Para responder mais rapidamente às atuais e futuras ameaças à paz e à segurança no mundo, as Nações Unidas devem tomar medidas concretas que incluem soluções políticas para a sustentação da paz, para a promoção de sociedades prósperas e estáveis e para a prevenção e o combate ao terrorismo e ao extremismo violento, advertiu o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Mogens Lykketoft, durante encontro na semana passada (10) em Nova York.
Na abertura do debate de alto nível sobre a paz e a segurança, Lykketoft enfatizou que, embora a ONU tenha realizado bons feitos em alguns aspectos, a Organização ainda permanece insuficientemente equipada para cumprir o seu objetivo primordial, que é preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra.
“Hoje, 70 anos após a fundação da ONU, refletimos sobre os tempos em que a ONU foi bem-sucedida e acerca dos momentos em que falhou em cumprir esse objectivo. Olhamos para trás para determinar como a instituição pode fazer melhor, hoje e no futuro”, disse.
“Neste ano do seu 70º aniversário, seguindo os comentários recentes sobre a construção da paz, sobre a questão das mulheres e da segurança, temos uma oportunidade de mudar radicalmente essa realidade. E felizmente estamos em um bom momento para o multilateralismo “, completou.
Lykketoft ainda elogiou a ONU por criar uma estrutura que ajuda a conter as maiores potências do mundo, mobilizando centenas de milhares de tropas e bilhões de dólares para as operações de paz e de proteção aos direitos humanos.
O presidente da Assembleia Geral destacou que a Agenda de 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas fornecem aos Estados-membros um quadro favorável para um mundo mais pacífico, próspero, inclusivo e sustentável.
Além disso, ele disse que o acordo nuclear iraniano e a ação do Conselho de Segurança sobre a Síria, realizada em dezembro do ano passado, prova que a ONU ainda pode ajudar poderes globais e regionais a resolver suas diferenças.
O vice-secretário-geral das Nações Unidas, Jan Eliasson, destacou que, embora o Sistema ONU seja “totalmente comprometido” com a sua agenda de reformas, a Organização não pode alcançar as mudanças sozinha.
“Precisamos dos Estados-Membros para defender esta mudança. Precisamos do engajamento, supervisão e investimento político e financeiro de todos os integrantes”, ressaltou.