Segundo a Comissão da ONU para a região, a implementação de um alerta precoce, que alcance as comunidades mais remotas, é chave para criar resiliência e prevenir catástrofes.

Vista aérea da destruição da costa da Indonésia causada pelo tsunami do Oceano índico de 2004. Foto: ONU / E. Schneider
“Uma década após o tsunami do Oceano Índico, a região da Ásia-Pacífico continua altamente sujeita a catástrofes, deixando a região em alerta. Investimentos adicionais são necessários, principalmente em nível local”, disse nesta segunda-feira (15) a Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia e Pacífico (CESAP).
A diretora de Tecnologia da Informação e Comunicação e da Divisão de Redução do Risco de Desastre da CESAP, Shamika N. Sirimanne, afirmou nesta segunda-feira (15) que “dez anos após o tsunami do Oceano Índico, muito já foi feito para preencher as lacunas na redução do risco, prevenção de catástrofes e sistemas de alerta precoce.”
No entanto, Sirimanne observou que a principal lição do tsunami de dezembro de 2004 foi a importância do alerta precoce. Como um marco importante para aumentar a capacidade de resiliência, destacou a criação do Sistema de Alerta de Tsunami no Oceano Índico em 2011 para prevenir futuras catástrofes em uma região sujeita a desastres.
“Alcançar as pessoas mais vulneráveis e as comunidades mais remotas com alertas imediatos é fundamental. Um sistema de ponta com este alcance ainda está para ser colocado em prática”, adicionou a diretora da CESAP.