O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o vice-chefe da Organização, Jan Eliasson, se reuniram com diferentes lideranças da região para pedir respeito à obrigação de salvamento no mar e que proíbam a devolução das embarcações.

As pessoas que se arriscam em travessias marítimas na Baía de Bengala, muitas vezes embarcam à noite. Foto: ACNUR / S. Alam
Cada vez mais preocupados com a situação dos migrantes e refugiados à deriva no mar do Andamão e no Estreito de Malaca, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon e o vice-secretário-geral, Jan Eliasson. falaram separadamente com líderes do Sudeste Asiático reiterando a necessidade de proteger vidas e defender a obrigação de salvamento no mar.
Ban conversou com os primeiros-ministros da Malásia e Tailândia, e Eliasson com o ministro das Relações Exteriores de Bangladesh e o vice-ministro de Assuntos Multilaterais da Indonésia, segundo divulgado em um comunicado neste domingo (17). Eles encorajaram os líderes a participarem na próxima reunião regional em Bangcoc sobre a situação dos migrantes.
“Em suas discussões com líderes da região, eles reiteraram a necessidade de proteger a vida e respeitar o direito internacional. Além disso, salientaram a necessidade de um desembarque oportuno dos migrantes. Eles também pediram aos líderes que defendam a obrigação de salvamento no mar e mantenham a proibição de devolução”, disse o comunicado. Devolução é o retorno forçado de indivíduos ao seu país de origem, onde eles poderiam enfrentar a perseguição.
A declaração surge na sequência de um forte apelo emitido na sexta-feira (15) pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, que pediu aos governos do Sudeste Asiático que ajam rapidamente para proteger a vida dos migrantes à deriva em condições precárias e advertiu contra a política de impedir a entrada das embarcações.