A agência decidiu ampliar até agosto a ajuda humanitária, mas alertou para a demora no financiamento das operações. A operação espera beneficiar um total de 1,5 milhão de pessoas.

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) ofereceu assistência alimentar a mais de 500 mil pessoas afetadas pelos conflitos entre forças rebeldes e o Governo líbio. A agência decidiu ampliar até agosto a ajuda humanitária, mas alertou para a demora no financiamento das operações.
“A prioridade para o PMA tem sido mobilizar a comida para os mais vulneráveis à fome, especialmente os habitantes de Misrata, uma das áreas mais afetadas pelo conflito”, disse o Diretor Regional para o Oriente Médio, Ásia Central e Leste Europeu do PMA, Daly Belgasmi.
Antes dos protestos pela derrubada de Muamar Kadafi, o país já sofria com o déficit de alimentos, importando grande parte dos itens que, hoje, chegam a custar duas vezes mais.
Leite infantil, fraldas, medicamentos, vacinas e pessoal qualificado também estão na lista de prioridade, de acordo com o Escritório das Nações Unidas de Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA). O Escritório afirma que pouco mais da metade do recurso previsto para a ajuda humanitária, US$ 408 milhões, foi recebido até o momento. Enquanto isso, quase 650 mil pessoas já deixaram o país.
A operação espera beneficiar um total de 1,5 milhão de pessoas na Líbia e em países vizinhos.