Plano propõe que 1 milhão de crianças refugiadas voltem a estudar em 20 dias. Os espaços escolares seriam criados alternando turmas em dois turnos.

Crianças sírias assistem aula em uma escola de Zgharta, no norte do Líbano. Foto: ACNUR/A. McConnell
“Existem quatro milhões de pessoas – dentre elas, duas milhões de crianças – que estão na Jordânia, Turquia e Líbano, muitas vivendo nas ruas, em uma crise de proporções bíblicas”, afirmou o representante especial da ONU para educação, Gordon Brown, a repórteres via telefone nesta quinta-feira (10). Na ocasião, Brown afirmou que a contribuiçao de 250 milhões de dólares poderia inserir 1 milhão de crianças sírias nas escolas em 20 dias no Líbano, Jordânia e Turquia, usando um sistema de dois turnos.
Segundo o representante da ONU, a seriedade da crise exige uma resposta rápida para resolver o problema. “Com custo de 10 dólares por semana as crianças podem ter educação, o que ajudaria no preparo delas e esperança para o futuro”, disse, pedindo contribuições urgentes para que o plano possar ser posto em prática o mais rápido possível.
Ainda, em um alerta separado sobre o conflito na Síria, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) frisou que 16 milhões de pessoas, sendo quase metade crianças, precisam de assistência, cuidados básicos de saúde, água potável, saneamento básico e educação.
“Se esforços maiores não forem tomados para acabar com o conflito na Síria, a crise de imigração de refugiados na Europa vai apenas piorar”, afirmou o UNICEF.