ONU diz que não vai se intimidar com atentado na Somália, diz representante no país

Ataque — que aparentemente teve como alvo um comboio que levava uma delegação internacional — matou pelo menos sete pessoas e feriu várias outras. Nações Unidas reiteram apoio ao governo.

Representante Especial da ONU no país, Augustine Mahiga. Foto: ONU/Stuart Price

Representante Especial da ONU no país, Augustine Mahiga. Foto: ONU/Stuart Price

O escritório político das Nações Unidas para a Somália condenou veementemente neste domingo (5) um atentado suicida na junção K4 da capital, Mogadíscio, e reiterou o apoio continuado da ONU para o Governo.

O incidente ocorreu pouco antes de uma conferência internacional sobre o tema no Reino Unido, nesta semana, que reunirá mais de 50 países e organizações em apoio ao país.

“Esses atos covardes e de violência sem sentido não prejudicarão o progresso notável que a Somália tem feito nos últimos meses”, disse o Representante Especial do Secretário-Geral, Augustine P. Mahiga, em um comunicado do Escritório Político da ONU para a Somália (UNPOS).

De acordo com relatos da mídia, o ataque — que aparentemente teve como alvo um comboio que levava uma delegação internacional — matou pelo menos 11 pessoas e feriu várias outras. O atentado foi direcionado a uma caravana de veículos do governo que transportava o ministro do Interior e uma delegação do Catar. Os membros da delegação não ficaram feridos.

“Os ataques contra civis nunca são justificáveis. Apelo a todas as partes a renunciar à violência e contribuir positivamente para a paz e a estabilidade”, acrescentou. Mahiga estendeu suas condolências aos familiares e amigos das vítimas e desejou rápida recuperação dos feridos.

“A ONU vai continuar a apoiar os esforços do Governo para melhorar a segurança no país e não vai ser dissuadida no apoio ao esforço de construção da paz na Somália”, ressaltou Mahiga.

A Somália tem sido dilacerada por combates entre facções desde 1991, mas recentemente fez progressos em relação à estabilidade política. Em 2011, os insurgentes islamitas Al-Shabaab se retiraram de Mogadíscio e no ano passado surgiram novas instituições governamentais, após o país ter encerrado a fase de transição para a criação de um governo permanente democraticamente eleito.