Rebeldes das FARC e governo têm participado de negociações que buscam o fim do conflito que durante 51 anos deixou quase um quarto de milhão de vítimas. Novo fundo, que será administrado pela ONU e pelo governo, já conta com 8 milhões de dólares e quer, entre outros objetivos, aumentar o acesso à justiça e restaurar os direitos das vítimas.

Crianças indígenas em uma escola em Bocas de Yi, comunidade que sofreu com o recrutamento forçado em 2008. Foto: ACNUR / M.H. Verney
As Nações Unidas e o governo da Colômbia anunciaram no último dia 17 de fevereiro um novo fundo fiduciário na capital do país, Bogotá, para responder às necessidades de estabilização e de consolidação da paz.
O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, observou que o fundo será gerido conjuntamente pelo governo e pelas Nações Unidas, em estreita cooperação com doadores interessados, e apoiará especialmente áreas de conflito, em meio ao progresso dos acordos de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-EP).
Em janeiro, o Conselho de Segurança aprovou uma nova missão política da ONU para monitorar o desarmamento. O acordo político deve encerrar o mais longo conflito armado da América Latina. Os rebeldes das FARC e o governo têm participado de negociações que buscam o fim do conflito que durante 51 anos deixou quase um quarto de milhão de vítimas.
“O fundo vai aumentar o acesso à justiça, à segurança da comunidade e à capacidade da governança local, restaurar os direitos das vítimas e impulsionar a reabilitação social e econômica”, disse Dujarric.
Noruega, Suécia e o próprio Fundo de Consolidação da Paz das Nações Unidas são os primeiros colaboradores. O novo fundo já conta, assim, com 8 milhões de dólares.