Em comunicado conjunto com a organização não governamental, o secretário-geral da ONU pediu medidas para por fim ao “desprezo pela vida humana”.

Ban Ki-moon (à direita) e Peter Maurer durante a coletiva. Foto: ONU/Jean Marc Ferre
Alertando sobre o crescente número de ataques “intencionais” contra a população civil em todo o mundo, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apelou no último dia 31 de outubro à comunidade internacional para acabar com o “desprezo pela vida humana” e pediu um compromisso mais forte dos Estados-membros para responsabilizar os responsáveis por tais ataques.
“A todo momento estão sendo negados cuidados médicos, comida, água e abrigo, que pessoas em circunstâncias terríveis precisam para sobreviver”, disse Ban.
“Do Afeganistão à República Centro-Africana, da Ucrânia ao Iêmen, combatentes e aqueles que os controlam estão desafiando regras mais básicas da humanidade. Todos os dias, mulheres, homens e crianças estão sendo deliberadamente ou por imprudência feridos, mortos, torturados e sequestrados”, afirmou Ban em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Peter Maurer, em Genebra.
“Realizamos uma reunião para falar sobre a nossa profunda preocupação com a erosão descarada e brutal do respeito pelo direito humanitário internacional”, informou Ban.
Além disso, em um comunicado separado, Ban saudou o diálogo em curso sobre o conflito na Síria, que começaram no dia 30 de outubro, em Viena, e disse que era animador saber que as partes chegaram a uma compreensão mútua sobre uma série de questões-chave, incluindo a necessidade de acelerar os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra.