Em reunião paralela à 70ª reunião da Assembleia Geral, foi lançada a iniciativa “Protegendo a Herança Cultural – Um Imperativo para a Humanidade”, uma parceria da UNESCO, do UNODC e da Interpol.

O sítio arqueológico de Palmyra, na Síria, foi destruído em agosto por extremistas. Foto: UNESCO / F. Bandarin
Diretores e representantes de agências da ONU se reuniram neste domingo (27), na sede das Nações Unidas em Nova York, para lançar a iniciativa “Protegendo a Herança Cultural – Um Imperativo para a Humanidade”. O projeto, que conta com a participação da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), propõe novas articulações entre atores globais para combater a destruição e o tráfico ilegal de bens culturais por grupos terroristas.
“A cultura está na linha de frente do conflito, temos que colocá-la no centro da construção da paz”, disse a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova.
Em países afetados por conflitos armados, houve um aumento agudo de ataques terroristas que provocam a destruição de locais considerados heranças culturais. Atividades ilegais de tráfico e comércio de objetos culturais também têm sido verificadas e constituem fontes de renda para grupos terroristas do Oriente Médio e de outros lugares.
“A herança cultural é um reflexo da história humana, da civilização e da coexistência de múltiplos povos e seus modos de vida”, destacou o ministro das Relações Exteriores e Cooperação Internacional da Itália, Paolo Gentiloni. Além da UNESCO e da Interpol, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) também participa do projeto. A iniciativa será levada adiante de acordo com as deliberações da Assembleia Geral da ONU e do Conselho de Segurança.