ONU e Liga Árabe pedem que doadores honrem compromissos financeiros com Gaza

Uma conferência em outubro de 2014 contou com promessas de cerca de 50 países no valor total de 5,4 bilhões de dólares, mas o ritmo das doações continua lento.

O ritmo da reconstrução em Gaza continua lento. Foto: ONU/Eskinder Debebe

O ritmo da reconstrução em Gaza continua lento. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Expressando profunda preocupação com a situação em Gaza, os secretários-gerais das Nações Unidas e da Liga dos Estados Árabes fizeram um apelo urgente nesta sexta-feira (6), pedindo aos doadores para honrar e desembolsar o mais rapidamente possível os compromissos financeiros assumidos em uma conferência em outubro 2014, convocada para apoiar a reconstrução na região da Palestina devastada pela guerra.

“Esse apoio deve incluir também o financiamento de agências das Nações Unidas que estão realizando operações vitais em Gaza, a fim de evitar uma maior deterioração da situação humanitária que já é grave”, disseram os secretários-gerais em uma declaração conjunta emitida por seus porta-vozes.

“O ritmo de reconstrução em Gaza continua a ser lento”, acrescentou o comunicado. “É crucial agora expandir o âmbito dos esforços de reconstrução, para trazer esperança ao povo de Gaza e garantir a estabilidade, baseada na responsabilidade internacional na reconstrução e em encerrar o cerco.”

A conferência, realizada em 12 de outubro na capital egípcia, contou com promessas de cerca de 50 países no valor total de 5,4 bilhões de dólares.

A declaração também observou um progresso feito até agora no âmbito do Mecanismo de Reconstrução de Gaza temporário, cujo objetivo é viabilizar as obras de construção e de reconstrução em grande escala na Faixa de Gaza. Até agora, o Mecanismo permitiu o acesso a material de construção para cerca de 55 mil proprietários de Gaza em apoio ao reparo de abrigos.

O Mecanismo foi acordado após o conflito do último verão no enclave devastado pela guerra. De acordo com uma avaliação recente da ONU, mais de 100 mil casas foram danificadas ou destruídas, afetando mais de 600 mil pessoas. Muitas pessoas ainda não têm acesso à rede de água municipal. Apagões de até 18 horas por dia são comuns.