ONU e organizações parceiras resgatam 463 pessoas de quatro cidades sob cerco na Síria

Em ações coordenadas com o Crescente Vermelho Árabe Sírio e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, a ONU conseguiu liberar 338 sírios sitiados em Foua e Kafraya e outros 125 em Zabadani e Madaya.

Profissionais do Crescente Vermelho Árabe Sírio levam suprimentos do Programa Mundial de Alimentos da ONU para pessoas sitiadas na cidade antiga de Homs, durante uma suspensão temporária dos confrontos. Foto: SARC Homs

Profissionais do Crescente Vermelho Árabe Sírio levam suprimentos do Programa Mundial de Alimentos da ONU para pessoas sitiadas na cidade antiga de Homs, durante uma suspensão temporária dos confrontos. Foto: SARC Homs

As Nações Unidas e organizações parceiras conseguiram evacuar, nesta segunda-feira (28), 463 pessoas que estavam sob cerco em quatro cidades, na Síria. Em ações coordenadas com o Crescente Vermelho Árabe Sírio e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, a ONU alcançou 338 sírios em Foua e Kafraya e outros 125 de Zabadani e Madaya. Entre os que foram resgatados, estavam indivíduos gravemente feridos e seus familiares. A operação foi possível graças a um acordo entre os combatentes nas regiões sitiadas.

Realizada por terra e pelo ar, a evacuação dos sírios atravessou territórios turcos e libaneses até chegar aos destinos finais, onde assistência médica de longo prazo está sendo oferecida aos mais feridos. “A comunidade humanitária na Síria está ansiosa para observar a rápida implementação da próxima fase do Acordo das Quatro Cidades, incluindo o acesso humanitário às pessoas nessas cidades”, afirmou o residente e coordenador humanitário da ONU na Síria, Yacoub El-Hillo.

Na semana passada, o Conselho de Segurança das Nações Unidas já havia exigido que todas as partes do conflito, em especial, as autoridades sírias, abrissem rotas de passagem em meio às zonas de confronto e nas fronteiras para garantir a entrada da ajuda humanitária. De acordo com o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, o objetivo da Organização é garantir, o quanto antes, um cessar-fogo em escala nacional.

“Enquanto isso, iniciativas como essa (a evacuação) levam assistência para comunidades sitiadas ou isoladas e têm grande valor”, disse Mistura. No país, 4,5 milhões de pessoas vivem em áreas de difícil acesso e outras cerca de 400 mil estão em locais sob cerco, com pouco ou nenhum acesso a suprimentos, proteção e serviços básicos.