Fábricas estão recebendo equipamentos de segurança contra incêndios e desabamentos após fatalidades vitimarem centenas de trabalhadores no país.

Centenas de pessoas morreram e milhares ficaram feridas no desabamento de um prédio no subúrbio da capital Daca. Foto: IRIN
As Nações Unidas em parceria com o governo holandês, britânico e canadense estão introduzindo um programa em Bangladesh para melhorar as condições de trabalho de 3,5 milhões de empregados da indústria têxtil do país.
Bangladesh viu a demanda por mão de obra na indústria de vestuário aumentar rapidamente nos últimos anos e não preparou suas fábricas com equipamentos de segurança, o que tem causado muitos acidentes e revolta entre os trabalhadores.
Um comunicado divulgado na terça-feira (24) pelo diretor geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, informa que além da segurança nas fábricas o programa vai proporcionar também investimentos e crescimento sustentável para a indústria.
O setor conhecido como roupas prontas para usar (ready-made garments, em inglês) é vital para a economia de Bangladesh, que exportou 19,3 bilhões de dólares em roupas no período entre junho de 2012 e maio deste ano, um aumento de quase 12% se comparado ao mesmo período do ano anterior.
Entre outras coisas, o programa vai se concentrar em apoiar o Plano de Ação Nacional de Bangladesh para a Segurança contra Incêndio e Desabamento, desenvolvido após o colapso de uma fábrica têxtil no país que deixou centenas de mortos e feridos em abril deste ano. O plano prevê uma avaliação de todas as fábricas exportadoras que deve ser concluída até o final do ano.
O programa também é apoiado por outras iniciativas paralelas voltadas para o setor de roupas prontas para usar, como o Acordo sobre a Construção e a Segurança contra Incêndios, assinado por mais de 80 marcas e varejistas de roupas, e a Aliança para a Segurança do Trabalhador de Bangladesh, uma iniciativa norte-americana com duração de cinco anos para melhorar a segurança em mais de 500 fábricas.
O projeto, que tem o apoio do governo, organizações não governamentais e sindicatos, também vai treinar trabalhadores, supervisores e gerentes desse setor de vestuário para melhorar a segurança no local de trabalho.