Remédios fraudados representam negócio bilionário, compondo até 30% do mercado de medicamentos em partes da Ásia, África e América Latina.
Medicamentos falsificados são um negócio de bilhões de dólares e chegam a representar 30% do mercado de remédios em algumas partes da Ásia, África e América Latina. A afirmação foi feita pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) na quinta-feira (14), em Viena, na Áustria, durante abertura de uma conferência pelo fim deste comércio ilegal.
“Medicamentos fraudulentos provaram ser prejudiciais e às vezes fatais, bem como uma área cada vez mais lucrativa para redes de crime organizado”, destacou comunicado da Agência.
Para o Diretor Executivo do UNODC, Yury Fedotov, os remédios falsificados são uma preocupação “em termos de ameaças à saúde, de desafios de desenvolvimento, bem como do papel do crime organizado em escala transnacional”.
Fedotov destacou a importância da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional. Em vigor desde 2003, a Convenção e seus protocolos contêm elementos das atuais leis internacionais sobre o tráfico de pessoas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
O UNODC também criou o Programa Mundial sobre Lavagem de Dinheiro, que oferece assistência técnica para polícias e agências de inteligência financeira no combate aos fluxos financeiros ilícitos.