Encontro com a agência da ONU para aviação enfatizou a necessidade de consolidar informações e inteligência mais precisas e pontuais.

Foto: Banco Mundial/Arne Hoel
Com o abatimento de um avião comercial no leste ucraniano, as Nações Unidas e seus parceiros, em uma reunião especial em Montreal com os principais órgãos de aviação do mundo no início desta semana, estabeleceram uma força-tarefa para reduzir os riscos enfrentados por aeronaves civis sobrevoando áreas de conflito.
“Embora a aviação seja a forma mais segura de transporte, o incidente na Ucrânia suscitou grandes preocupações acerca de aeronaves civis operando de, para e sobre zonas de conflito”, anunciaram os participantes em um comunicado coletivo. “O abatimento do voo MH17, da Malaysia Airlines, é inaceitável. Desejamos expressar nossas condolências àqueles que perderam suas vidas no incidente.”
O encontro enfatizou a necessidade de obter informações e inteligência precisas e pontuais sobre elementos que possam afetar a segurança dos passageiros e tripulantes. Ao mesmo tempo, ele reconheceu que esse é um empreendimento “altamente complexo e politicamente sensível” que envolve não apenas regulações e procedimentos de aviação civil, mas também segurança nacional e atividades de coleta de inteligência.
Além da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), a agência especializada da ONU, a reunião contou com a presença da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), do Conselho Internacional de Aeroportos (ACI) e da Organização de Serviços de Navegação Aérea Civis (CANSO).