Um apelo de mais de 4 bilhões de dólares foi lançado para apoiar o que um oficial das Nações Unidas chamou em dezembro (12) de “uma geração perdida” de refugiados sírios afetados pelo conflito em andamento no país.
Mais de 5 milhões de sírios precisam de ajuda, de acordo com Amin Awad, diretor para Oriente Médio e Norte da África da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). “A Síria permanece sem dúvida como a maior crise humanitária de todos os tempos”, disse.

Refugiados sírios em assentamento informal no Líbano. Foto: ACNUR/I. Prickett
Um apelo de mais de 4 bilhões de dólares foi lançado para apoiar o que um oficial das Nações Unidas chamou em dezembro (12) de “uma geração perdida” de refugiados sírios afetados pelo conflito em andamento no país.
Mais de 5 milhões de sírios precisam de ajuda, de acordo com Amin Awad, diretor para Oriente Médio e Norte da África da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).
Ele acrescentou que aproximadamente 4 milhões de pessoas em países vizinhos à Síria, incluindo Líbano, Jordânia e Iraque, também precisam de ajuda após anos apoiando pessoas deslocadas desde que a guerra começou, em 2011.
“A Síria permanece sem dúvida como a maior crise humanitária de todos os tempos. Sete milhões dentro do país mais 5,4 milhões fora; 12,3 milhões de pessoas. Outros 10 milhões ficaram na Síria e não deixaram suas casas, mas foram prejudicados. Ficaram sem meios de subsistência, serviços de educação, saúde, foram separados de parentes e amigos, e estão em necessidade de assistência humanitária. O país inteiro tem necessidade de ajuda humanitária”, explicou Awad.
O oficial do ACNUR disse que a situação de 1,7 milhão de crianças sírias refugiadas era particularmente preocupante, enquanto quatro em cada dez estão fora da escola.
Fornecer alimentos suficientes a 5,3 milhões de refugiados também é crítico, disse Awad, uma vez que o financiamento insuficiente de 2015 coincidiu com 1 milhão de sírios arriscando suas vidas em busca de abrigo no oeste da Europa.
“Tivemos a experiência de 2015 e não devemos repetir isso. Deveríamos atender as necessidades desses refugiados em tempo hábil o mais rápido possível”, disse Awad.