ONU e parceiros pedem US$1 bi para ajudar milhões de pessoas no nordeste da Nigéria

De acordo com Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários, o conflito de oito anos deixou cerca de 8,5 milhões de pessoas necessitadas de ajuda nos estados mais afetados pela violência promovida pelo Boko Haram no nordeste da Nigéria.

Nos próximos meses, cerca de 5,1 milhões de pessoas devem enfrentar grave insegurança alimentar na região, onde cerca de 1,8 milhão de pessoas foram deslocadas e milhões de civis estão expostos à violência e ao abuso.

Um menino de sete meses de idade é avaliado com desnutrição pela equipe do UNICEF em uma clínica de saúde apoiada pela agência da ONU no campo para deslocados internos em Muna Garage, Maiduguri, no estado de Borno, nordeste da Nigéria. Foto: UNICEF/Katerina Vittozzi

Um menino de sete meses de idade é avaliado com desnutrição pela equipe do UNICEF em uma clínica de saúde apoiada pela agência da ONU no campo para deslocados internos em Muna Garage, Maiduguri, no estado de Borno, nordeste da Nigéria. Foto: UNICEF/Katerina Vittozzi

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) apelou na quarta-feira (22) por mais de 1 bilhão de dólares para sustentar as operações humanitárias no nordeste da Nigéria e ajudar milhões de pessoas em necessidade urgente no país.

De acordo com a organismo da ONU, o conflito de oito anos deixou cerca de 8,5 milhões de pessoas necessitadas de ajuda nos estados mais afetados pela violência promovida pelo Boko Haram no nordeste da Nigéria.

Nos próximos meses, cerca de 5,1 milhões de pessoas devem enfrentar grave insegurança alimentar na região, onde cerca de 1,8 milhão de pessoas foram deslocadas e milhões de civis estão expostos à violência e ao abuso.

“Se os recursos não chegarem a tempo, uma em cada cinco crianças que sofrem de desnutrição aguda pode morrer”, disse o vice-coordenador humanitário para a Nigéria, Peter Lundberg.

“A probabilidade de uma criança com desnutrição aguda grave sobreviver é nove vezes menor do que uma criança devidamente nutrida”, acrescentou.

De acordo com Lundberg, a assistência alimentar sozinha custará US$ 1 milhão por dia para evitar a fome em uma região onde 450 mil crianças menores de cinco anos sofrerão de desnutrição aguda grave este ano.

“É necessário um apoio financeiro sustentado e oportuno para manter a expansão das operações necessárias no nordeste da Nigéria”, frisou.