ONU e União Africana reforçam apelo de paz em Darfur; grupo rebelde apoia fim das hostilidades

Representantes das duas organizações se reuniram para discutir o acordo alcançado esta semana com integrantes do Movimento de Justiça e Igualdade (JEM).

A Representante Especial Conjunta e chefe da UNAMID, Aichatou Mindaoudou, e a novo Presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini-Zuma, discutiram o ressurgimento em agosto da violência armada no Norte do Estado de Darfur. (UNAMID)A Chefe interina da Missão das Nações Unidas e da União Africana em Darfur (UNAMID) destacou na quinta-feira (25) a importância do envolvimento total da União Africana (UA) na região sudanesa para que o progresso em direção à paz e à segurança se sustente.

Durante uma reunião em Adis Abeba, Etiópia, a Representante Especial Conjunta e Chefe da UNAMID, Aichatou Mindaoudou, e a nova Presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini-Zuma, discutiram o ressurgimento da violência armada,  em agosto, no Norte do Estado de Darfur.

Mindaoudou e Dlamini-Zuma discutiram o recente acordo alcançado esta semana em Doha, no Catar, com integrantes do Movimento de Justiça e Igualdade (JEM), um dos grupos rebeldes de Darfur.

Na segunda-feira, o Governo do Sudão e o JEM assinaram uma declaração afirmando seu compromisso com o processo de paz em curso, a cessação imediata das hostilidades e a retomada das negociações, tendo como base o chamado Documento de Doha para a Paz em Darfur (DDPD).

O JEM é o segundo grupo rebelde a se comprometer com o DDPD. No ano passado, o Movimento Justiça e Libertação (LJM) foi o primeiro grupo a assinar a declaração.

Durante a reunião, Mindaoudou destacou o fato de que cinco soldados da ONU foram mortos só neste mês em ataques de grupos armados. Elas também falaram sobre os preparativos em curso para a próxima conferência de doadores para Darfur, que também será realizada em Doha, em dezembro.