Programa brasileiro dividiu o prêmio com outros dois, da Colômbia e da República Dominicana. O número de casos de malária no continente caiu 60% e o número de mortes pela doença caiu 70% entre 2000 e 2012.
Programa brasileiro dividiu o prêmio com outros dois, da Colômbia e da República Dominicana. O número de casos de malária no continente caiu 60% e o número de mortes pela doença caiu 70% entre 2000 e 2012.

Os mosquiteiros impregnados ajudaram o Acre a baixar o número de casos de malária. Foto: Angela Peres/Secom/Governo do Estado do Acre
Iniciativas da Colômbia, do Brasil e da República Dominicana foram reconhecidas na quarta-feira (6) como as “Campeãs contra a Malária nas Américas” por serem projetos-modelo que integram intervenções contra a malária com soluções para outros problemas de saúde.
O maior prêmio Campeão contra a Malária desse ano foi para o Projeto Malária da Colômbia, uma iniciativa que envolve várias organizações e atua em 45 municípios, onde 70% dos casos de malária no país estão concentrados.
O anúncio dos três projetos vencedores foi feito durante a comemoração do Dia da Malária nas Américas, na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o escritório regional para o continente da Organização Mundial de Saúde (OMS).
O Projeto Malária da Colômbia inclui a formação de profissionais de saúde locais na prevenção e controle da malária e melhora do bem-estar das populações indígenas, mestiças e afrodescendentes da região.
Em 2010, a Colômbia registrou mais de 115 mil casos de malária, 72% dos quais originários dos 45 municípios atingidos pelo projeto. Em 2012, o número de casos notificados tinha diminuído cerca de 50%.
Já o Centro Nacional de Controle de Doenças Tropicais (CENCET) da República Dominicana foi reconhecido por seu uso inovador da tecnologia para enfrentar cada caso de malária individualmente, por sua estreita colaboração com setores não relacionados à saúde (turismo, agricultura, construção) e pelo manejo integrado de vetores, que também contribuiu para o controle da dengue e a eliminação da filariose linfática. Assim, entre 2007 e 2012, os casos de malária diminuíram 78% no país.
No Brasil, a Secretaria de Saúde do Estado do Acre foi reconhecida por sua liderança na redução da malária e seus esforços inovadores para lidar com outros problemas de saúde, incluindo a filariose linfática e a doença de Chagas.
Em 2012, foram notificados cerca de 26 mil casos de malária no estado, uma redução significativa em comparação com os seis anos anteriores. Este é o terceiro ano em que o programa foi nomeado Campeão contra a Malária das Américas e um reconhecimento especial foi dado por sua excelência contínua nos esforços contra a doença.

Representantes da Colômbia, do Brasil e da República Dominicana recebendo o prêmio Campeão contra a Malária desse ano. Foto: site da OPAS
Cerca de 219 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de malária e a cada ano cerca de 600 mil morrem por causa dela. Nas Américas, cerca de 106 milhões de pessoas vivem em áreas de alto risco da doença, embora, entre 2000 e 2012, o número de casos na região tenha caído 60% e o número de mortes caído 70%.
A presidente da Fundação Pan-Americana de Saúde e Educação (PAHEF), Elly Brtva, disse que a eliminação da malária nas Américas está dentro do alcance e pediu para aqueles que se dedicam a atividades filantrópicas maior apoio nos esforços para acabar com a doença.
O Dia da Malária nas Américas foi lançado em 2007 e visa a aumentar a conscientização, reforçar o empenho e a mobilização para atingir as metas de redução da malária a nível local, nacional e regional.