Mais de 400 mil minas terrestres foram destruídas pela ONU apenas no ano passado, mas secretário-geral ainda se mostra preocupado com explosivos remanescentes.

Missão da ONU no Mali trabalha na destruição de explosivos. Foto: ONU/Marco Dormino
No décimo aniversário do Dia Internacional de Sensibilização sobre Minas e Assistência à Desminagem, no sábado (4), o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, destacou que esta foi uma década de muito progresso nos esforços para erradicar a ameaça das minas terrestres antipessoais.
Um total de 162 Estados-membros fazem agora parte da Convenção para o Banimento de Minas Antipessoais e a ONU teve um papel vital na libertação do mundo da ameaça das minas e explosivos remanescentes da guerra, bem como para garantir os direitos humanos e as necessidades das vítimas e sobreviventes.
“Apenas no ano passado, as Nações Unidas destruíram mais de 400 mil minas terrestres e explosivos remanescentes de guerra e mais de duas mil toneladas de munição obsoleta”, declarou Ban em mensagem marcando a data. Ele também destacou que a ONU também verificou mais de 1.500 quilômetros de estrada, providenciou educação sobre riscos de minas para milhões de pessoas e treinou milhares de militares e policiais para lidarem e eliminarem de forma segura riscos de explosão.
Entretanto, Ban mostrou preocupação com as minas que ainda causam vítimas no mundo e com o constante uso de dispositivos explosivos que ainda são usados em conflitos, como no Iraque e na Síria. Ele disse que “mulheres, homens, meninas e meninos continuam a ser vítimas de minas terrestres colocadas há décadas em lugares como Afeganistão e Camboja, e estou alarmado que uso indiscriminado dessas armas ainda acontecem em conflitos hoje”.