Centro-africanos foram às urnas escolher presidente e parlamentares. Ban Ki-moon reiterou o compromisso da ONU de continuar prestando apoio às autoridades com o objetivo de assegurar a conclusão da transição política até 31 de março.

Tropas da ONU realizam segurança de centro de votação nas eleições presidencial e legislativa na República Centro-Africana. Foto: MINUSCA
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, elogiou neste domingo (21) a realização pacífica das eleições na República Centro-Africana no último dia 14 de fevereiro, pedindo a realização em tempo do segundo turno das eleições legislativas, o que encerrará o atual processo de transição política.
Em um comunicado emitido por seu porta-voz, Ban Ki-moon afirmou ter tomado conhecimento do anúncio dos resultados provisórios das eleição presidencial, felicitando o candidato presidencial Faustin Archange Touadéra por sua vitória.
“O secretário-geral também estende seu apreço ao candidato presidencial Anicet Dologuele pelo espírito estadista demonstrado em seu discurso”, disse Ban.
Ban apelou a todos os líderes políticos e os atores sociais nacionais para continuar “mantendo a atmosfera construtiva” e para todos “manterem seus compromissos em conformidade com o Código de Conduta Eleitoral”.
Pedindo às autoridades de transição a conclusão do processo eleitoral, através da realização em tempo do segundo turno das eleições legislativas, Ban Ki-moon reiterou o compromisso da ONU de continuar prestando apoio às autoridades, de modo a assegurar a conclusão da transição política até 31 de março.
A ONU tem desempenhado um papel importante na tentativa de restaurar a paz no país, com 11 mil membros das unidades militares e policiais da Força de Paz no país (MINUSCA) se unindo à força francesa e às forças de segurança locais para garantir, desde o último 30 de dezembro, uma votação pacífica.
Após nove meses de uma notável melhoria na estabilidade na RCA, uma nova onda de violência entre comunidades eclodiu em setembro passado, deixando pelo menos 130 pessoas mortas, outras 430 feridas e provocando um aumento de 18% no número de pessoas deslocadas internamente, para 447.500.