ONU elogia rejeição do pedido de anistia para ex-ditador na Guatemala

Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos saudou o anúncio de que um juiz da Guatemala rejeitou o pedido do ex-ditador Efrain Rios Montt para que uma lei de anistia de 1986 o protegesse de ser julgado por acusações de genocídio.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) saudou o anúncio de que um juiz da Guatemala rejeitou o pedido do ex-ditador Efrain Rios Montt para que uma lei de anistia de 1986 o protegesse de ser julgado por acusações de genocídio.

O juiz Miguel Angel Galvez afirmou que a lei de anistia é inválida por conta de um tratado internacional contra o genocídio, de 1949, que a Guatemala assinou muito tempo antes da anistia.

“A decisão desta quinta-feira [1/3] parece abrir a porta para derrubar a anistia para qualquer pessoa acusada de genocídio na guerra civil de 36 anos vivida por este país, em que cerca de 200 mil pessoas podem ter sido mortas. O Escritório do Alto Comissário para os Direitos Humanos mantem sua firme posição de que as anistias não deveriam ser concedidas para graves crimes internacionais”, declarou o ACNUDH.