Em reunião da Mesa Diretiva da Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, países adotam estratégia para a implementação dos compromissos já assumidos pelos governos para promover a igualdade de gênero na América Latina e Caribe.

Foto: Banco Mundial
Na 53ª reunião da Mesa Diretiva da Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, autoridades adotaram uma estratégia para a implementação dos compromissos já assumidos pelos governos para promover a igualdade de gênero na América Latina. Na terça-feira (26), em Santiago, Chile, Ministras da Mulher e responsáveis por outros mecanismos relacionados às mulheres na América Latina enfatizaram a necessidade de aprofundar o trabalho entre as instituições e colocar o tema como prioridade nos planos de desenvolvimento nacionais e setoriais.
A reunião também deu destaque à importância da produção de informação para planejar e monitorar políticas públicas de gênero, especialmente para a avaliação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e os acordos regionais.
Durante o evento, foi aprovada a realização de três reuniões sub-regionais preparatórias entre maio e junho de 2016 nas sedes da CEPAL do México, Trindade e Tobago, e no Chile.
No marco da Agenda 2030 e os ODS, as ministras pediram à CEPAL apoio aos países da região na identificação dos temas prioritários, levando em consideração a agenda regional de igualdade de gênero e autonomia das mulheres, bem como a seleção de indicadores relacionados ao alcance das metas e a adoção de metodologias adequadas para seu seguimento.
Além disso, as ministras aprovaram a elaboração de um documento publicado pela agência da ONU como base para os debates da próxima Conferência Regional, que acontecerá entre os dias 25 e 28 de outubro em Montevideo, no Uruguai. A proposta é que o texto foque na conquista das autonomias das mulheres e no exercício de seus direitos para alcançar um desenvolvimento sustentável com igualdade, destacando o caráter transformador das políticas públicas específicas para a questão de gênero.