Enviado do secretário-geral no país realiza consultas com partes envolvidas para reabrir negociações pela paz tendo como base Comunicado de Genebra.

Mãe e filha recebem assistência alimentar da UNRWA nas áreas de distribuição em Yalda, na periferia sul de Damasco, a oeste do campo de Yarmouk. Foto: UNRWA
Apesar dos enormes desafios, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) tem conseguido entregar suprimentos humanitários essenciais para os necessitados em Qamishli, no nordeste da Síria, declarou nesta terça-feira (14) o porta-voz da agência da ONU, Christophe Boulierac.
Foram 43 caminhões carregando mantimentos através do ponto de passagem de Nusaybin, na Turquia, nos últimos dias para ajudar 2,3 milhões de pessoas em necessidade.
Apenas no nordeste da Síria, cerca de um milhão de crianças dependem da assistência humanitária. Em todo o país, o número passa de 5,6 milhões em estado de urgência, incluindo mais de dois milhões vivendo em áreas difíceis de serem alcançadas, com nenhum ou limitado acesso de ajuda humanitária.
O comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), Pierre Krähenbühl, destacou a importância de retomar as distribuições de suprimentos para os civis que permanecem no interior ou incapazes de deixar o campo de refugiados palestinos de Yarmouk.
“Ontem e hoje o acesso aos civis de Yarmouk, que chegaram na cidade vizinha de Yalda, é uma evolução positiva e resultado de diálogo com o governo”, ele disse. “A UNRWA espera trabalhar nisso nos próximos dias.”
A ONU anunciou também nesta terça-feira (14) que o enviado especial do secretário-geral para a Síria, Staffan de Mistura, vai prosseguir com uma série de consultas profundas e separadas com as partes interessadas sírias e atores regionais e internacionais para fazer um balanço de seus pontos de vista sobre a reabertura negociações de paz com base no Comunicado de Genebra de 2012.
O Comunicado estabelece passos fundamentais em um processo para acabar com a violência. Entre outros, ele solicita a criação de um órgão de governo de transição, com plenos poderes executivos. O órgão deve ser composto por membros do atual governo, da oposição e de outros grupos, como parte de princípios e orientações acordados para uma transição política.