Suprimentos do Programa Mundial de Alimentos da ONU devem abastecer parte da população afetada por 15 dias. Novas operações devem beneficiar outras 12 mil pessoas e 1 mil pacientes de hospitais. UNICEF alerta para riscos de saúde e abandono escolar em meio à crise.

Alimentos são empacotados para serem enviados à cidade de Pedernales, uma das afetadas pelo terremoto no Equador. Foto: PMA
O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) informou na terça-feira (19) que enviou um comboio humanitário às áreas mais afetadas pelo terremoto no Equador, onde mais de 500 pessoas morreram e milhares ficaram feridas devido aos abalos sísmicos do final de semana (16). Os suprimentos da agência vão alimentar cerca de 8 mil pessoas por 15 dias.
A entrega de assistência alimentar adicional já está sendo organizada e deve beneficiar 12 mil indivíduos, além de 1 mil pacientes em hospitais afetados pelo terremoto.
O anúncio do PMA veio acompanhado de novos números sobre a situação do Equador, divulgados no mesmo dia pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Segundo o organismo, ao menos 150 mil crianças estão sendo afetadas pelas consequências da catástrofe.
Dados preliminares do governo estimam que os abalos danificaram 119 escolas, alterando a rotina de 88 mil crianças. Cerca de 800 prédios foram destruídos e outros 608 sofreram danos. Dois hospitais desabaram em Portoviejo e Chone.
Sobre algumas das regiões mais afetadas, o UNICEF afirmou que deslizamentos de terra têm danificado ainda mais a infraestrutura do país e impedido o acesso das equipes de emergência. Algumas cidades ainda estão sem energia plena e apenas 40% das linhas de comunicação estão operando.
Segundo o PMA, como o Equador já se preparava para uma possível crise alimentar em função do El Niño, kits emergenciais com suprimentos estavam prontos para utilização mesmo antes do terremoto.
Os pacotes disponibilizados incluem quinoa, arroz, massas, atum, sardinhas, lentilhas e aveia. Esses suprimentos haviam sido escolhidos há meses pelo PMA e pelo governo e são considerados o tipo de assistência mais eficaz para pessoas morando em áreas costeiras.
Nas regiões litorâneas, o UNICEF está preocupado com o acesso a serviços de saúde, água e saneamento. O Fundo alerta que partes da costa já eram consideradas zonas críticas para a proliferação de zika, malária e chikungunya.
“Estamos numa corrida contra o tempo para proteger crianças de doenças e outros riscos comuns em tais emergências”, afirmou o representante do UNICEF no Equador, Grant Leaity.
No Brasil, as contribuições podem ser feitas diretamente pelo site seguro do UNICEF. Clique aqui para acessar a página de doações.