ONU espera solução pacífica para crise na Costa do Marfim

Em entrevista (23/12) à Rádio ONU o Subsecretário-Geral de Operações de Paz, Alain Le Roy, fez um pedido ao Presidente da Costa do Marfim, Laurent Ggabo, para que mantenha a promessa de conter os atos de violência contra seu rival, Alassane Outtara, reconhecido pela comunidade internacional como o vencedor das eleições de 28 de novembro.

Em entrevista (23/12) à Rádio ONU o Subsecretário-Geral de Operações de Paz, Alain Le Roy, fez um pedido ao Presidente da Costa do Marfim, Laurent Ggabo, para que mantenha a promessa de conter os atos de violência contra seu rival, Alassane Outtara, reconhecido pela comunidade internacional como o vencedor das eleições de 28 de novembro.

O apelo de Le Roy foi feito dias depois de Ggabo ter declarado na televisão que deseja a paz, pedindo aos aliados que contenham a violência. “Esperamos uma solução pacífica para a crise”, afirmou Le Roy. O Subsecretário-Geral disse ainda que a ONU está preocupada com a população costa-marfinense, a mais afetada pela crise, e pediu o fim de todas as violações dos direitos humanos.

A Missão das Nações Unidas na Costa do Marfim (UNOCI) tem relatado diversos casos de violações dos direitos humanos e intimidação da população em várias áreas da capital comercial, Abidjan e outras cidades. Após se reunir (23/12) em uma sessão especial, o Conselho de Direitos Humanos da ONU ordenou que as partes, principalmente as forças de defesa e segurança, acabem com a violência e respeitem os direitos humanos e as liberdades individuais.

A vitória de Outtara é reconhecida pela comunidade internacional, incluindo a ONU, a União Européia e a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (ECOWAS). Em uma nova demonstração de apoio, a Assembleia Geral aceitou as credenciais dos representantes designados por Outtara, uma ação apreciada pelo Secretário-Geral, Ban Ki-moon. “Esta importante decisão reflete a posição internacional em relação à legitimidade do novo governo liderado pelo Presidente Outtara”, declarou Ban.