ONU exige liberação imediata de 20 membros de Força de Paz detidos nas Colinas de Golã

Cerca de 30 “elementos armados da oposição síria” pararam e prenderam os soldados, que monitoram o cessar-fogo entre Israel e Síria.

O Conselho de Segurança da ONU condenou a detenção na quarta-feira (6) de 20 membros da Força das Nações Unidas de Observação do Desengajamento (UNDOF) que monitoram o cessar-fogo nas Colinas de Golã, entre Israel e Síria, e exigiu sua libertação imediata. A prisão teria sido realizada por “elementos armados da oposição síria”.

De acordo com o porta-voz da ONU, cerca de 30 combatentes armados pararam e prenderam os membros da Força de Paz. “Os observadores estavam em uma missão regular perto do posto de observação 58 que havia sofrido danos recentes e tinha sido evacuado no fim de semana passado por causa dos combates nas proximidades.”

“Os membros do Conselho de Segurança exigem a libertação imediata e incondicional de todos os detidos e apelam a todas as partes a cooperarem com a UNDOF para que a Força de Paz possa operar livremente e garantir a segurança total de seus funcionários”, disse o Embaixador russo Vitaly Churkin, que detém a presidência de Conselho durante o mês de março, após consultas a portas fechadas sobre o assunto.

A UNDOF foi criada para monitorar o acordo de paz de 1974 entre Síria e Israel, assinado após a guerra do ano anterior. Em dezembro, o Conselho estendeu o mandato da Missão até 30 de junho deste ano.