Cerca de 18% da Cisjordânia foi designada área de treinamento militar. Famílias são forçadas a deixar suas casas, provocando impacto sobre o bem-estar emocional, socioeconômico e físico.
O Coordenador Humanitário da ONU para o território palestino ocupado, Maxwell Gaylard, expressou nesta quinta-feira (16) preocupação com mais de mil palestinos que foram forçados a deixar suas casas na região das colinas do sul de Hebron depois de as autoridades israelenses designarem a área como zona de fogo de treinamento militar.
“Essas já são algumas das famílias mais vulneráveis na Cisjordânia – forçosamente deslocá-las de suas casas e terras traria um sério impacto imediato, assim como de longo prazo, sobre o bem-estar emocional, socioeconômico e físico”, avaliou Gaylard.
Aproximadamente 18% da Cisjordânia foi designada pelas autoridades israelenses como “zona de fogo”. A maioria dessas áreas estão sob pleno controle de Israel nas questões de segurança e planejamento. Cerca de 5 mil palestinos, a maioria de beduínos e pastores, vivem em locais assim designados e muitos enfrentam sérias restrições de circulação, acesso a serviços básicos e ainda estão sujeito à violência e à perseguição por parte dos soldados.
“A comunidade humanitária reitera seu apelo ao Governo de Israel para interromper imediatamente as demolições de casas e propriedades palestinas e para estabelecer um zoneamento justo e equitativo e um sistema de planejamento”, acrescentou.
“Israel, como poder de ocupação, tem uma obrigação sob o direito internacional de proteger os civis palestinos e de administrar o território de uma forma que garanta o bem-estar e as necessidades básicas [desse povo]”, lembrou o coordenador.