Três agências do Banco do Brasil localizadas no centro de São Paulo terão funcionários treinados especialmente para atender refugiados e facilitar a concessão de microcrédito para essa população. O anúncio da parceria entre a instituição financeira e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) foi feito no sábado (4) e tem como objetivo facilitar a integração financeira de pessoas refugiadas no país.
Três agências do Banco do Brasil localizadas no centro de São Paulo terão funcionários treinados especialmente para atender refugiados e facilitar a concessão de microcrédito para essa população. O anúncio da parceria entre a instituição financeira e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) foi feito no sábado (4) e tem como objetivo facilitar a integração financeira de pessoas refugiadas no país.
A divulgação da iniciativa foi feita durante evento em São Paulo do Inspira BB, movimento que realiza palestras para funcionários da instituição financeira. Sob o tema “O que nos move?”, a última edição do encontro buscou refletir sobre o que estimula as pessoas a realizar projetos e construir novos valores.
As apresentações musicais e os depoimentos sensibilizaram o público e, pela primeira vez, abriram espaço para dar voz e visibilidade à causa do refúgio. A parceria com o ACNUR foi anunciada nesse contexto pelo presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli. “Estamos nos juntando ao ACNUR, Caritas e Compassiva para oferecer esse suporte aos nossos amigos que escolheram o Brasil para viver”, afirmou o executivo.
A representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez, reconheceu no Inspira BB uma importante oportunidade de promover a integração de pessoas refugiadas. “Estamos muito felizes que essa iniciativa, que busca impulsionar transformações coletivas, tenha dado visibilidade à causa do refúgio e apresentado essa importante parceria” declarou. A agência da ONU espera agora que agências de outras cidades também forneçam serviços voltados para os refugiados.
A refugiada iraquiana Fareeda Khalaf foi uma das pessoas que subiu ao palco para compartilhar sua história. A jovem é yazidi, minoria étnica e religiosa do norte do Iraque, e por esse motivo foi vítima de atos de violência do grupo extremista Estado Islâmico.
Sequestrada em 2014, ela conseguiu fugir e escreveu o livro “The Girl Who Beat ISIS”, ainda sem tradução em português, que revela as atrocidades que viveu enquanto estava sob o domínio do grupo extremista. “Para mim, é muito importante estar neste evento e ter a oportunidade de dar voz a uma minoria religiosa que sofre perseguições e representando milhões de refugiados que enfrentam situações desumanas na luta por uma vida digna”, afirmou.
O evento contou também com a participação de grandes nomes da música brasileira, como Ivan Lins e o maestro João Carlos Martins. Funcionários do Banco do Brasil também subiram ao palco para compartilhar histórias inspiradoras, enquanto o escritor Leonardo Boff ressaltou a importância da solidariedade para a transformação social. Por fim, as crianças refugiadas do Coral Somos Iguais cantaram ao lado do coro formado pelos funcionários da instituição financeira.