ONU fornece alimentação para mais de 10 mil crianças sírias refugiadas

Projeto do Programa Mundial de Alimentos da ONU garante refeições para refugiados em escolas na Jordânia e no Iraque. Iniciativa visa reforçar a nutrição em apoio à educação.

Dois rapazes sírios recolhem de alimentos para a sua família a partir de um centro de distribuição de alimentos do PMA no campo de refugiados Za'atari, Jordânia. Foto: PMA/Reem Nada

Dois meninos sírios recolhem  alimentos para a sua família a partir de um centro de distribuição de alimentos do PMA no campo de refugiados Za’atari, na Jordânia. Foto: PMA/Reem Nada

Mais de 10 mil crianças que frequentam as escolas sírias em campos de refugiados na Jordânia e no Iraque estão recebendo refeições através de um projeto de alimentação das Nações Unidas para as escolas, anunciou nesta quinta-feira (4) o Programa Mundial de Alimentos (PMA).

A iniciativa foi lançada pelo PMA e oferece às crianças refeições e lanches na escola, com o objetivo de reforçar a nutrição e incentivar meninos e meninas a continuarem seus estudos. De acordo com o PMA, desde que o programa começou, em 24 de março, a frequência escolar aumentou 20%.

O projeto já atingiu mais de 6 mil crianças nas duas escolas administradas pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no campo de refugiados Za’atari, na Jordânia, e mais de 4.500 crianças no campo de Domiz, no norte do Iraque, e em dois campos de refugiados na cidade de Al-Qaim, na região central do Iraque.

O lanche fornecido consiste de uma barra de cereal fortificada ou biscoito enriquecido com 11 vitaminas, três minerais e 450 calorias para aumentar a energia dos alunos e ajudá-los a se concentrar mais nas aulas.

O PMA precisa arrecadar 19 milhões de dólares por semana, a fim de prestar assistência alimentar a 2,5 milhões de pessoas com fome na Síria e mais de 1 milhão de refugiados nos países vizinhos. Por isso, 113 milhões de dólares são urgentemente necessários para continuar as operações até junho.

Mais de 70 mil pessoas, a maioria civis, foram mortas e mais de 3 milhões deslocadas desde a revolta contra o Presidente sírio, Bashar al-Assad, iniciada em março de 2011. Além disso, cerca de 1,1 milhão de pessoas se refugiaram em países vizinhos. O UNICEF estima que, das 3 milhões de pessoas com necessidades, 50% sejam crianças.