ONU-Habitat: Cidades da América Latina e do Caribe estão presas a círculo vicioso da desigualdade

Apesar das dificuldades na América Latina e no Caribe, a região já tem conhecimento, experiência e capacidade institucional para avançar nas conquistas de democratização e descentralização já obtidas.

 Compromisso político com o planejamento urbano é essencial para cidades mais inclusivas e sustentáveis. Foto: Alicia Nidjam/Creative Commons.

Compromisso político com o planejamento urbano é essencial para cidades mais inclusivas e sustentáveis. Foto: Alicia Nidjam/Creative Commons.

As cidades da América Latina e do Caribe estão presas a um círculo vicioso da desigualdade, afirmou o diretor regional do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), Elkin Velásquez, no seminário Habitar 2014, realizado em Belo Horizonte entre 26 e 28 de novembro. O evento reuniu especialistas, funcionários públicos, membros de conselhos municipais, movimentos populares, pesquisadores e estudantes envolvidos com a temática da habitação.

Velásquez apresentou perspectivas globais de políticas habitacionais, com ênfase em exemplos como o Chile, o México e o Brasil para falar sobre planejamento urbano. Apesar das desigualdades enfrentadas pelas cidades da América Latina e do Caribe, a região já tem conhecimento, experiência e capacidade institucional para avançar nas conquistas significativas já obtidas em seus processos de democratização e descentralização.

As cidades latino-americanas e caribenhas já vêm testemunhando melhorias em termos de infraestrutura, qualidade de vida, desenvolvimento econômico e igualdade entre os habitantes.

A transição para um modelo urbano inclusivo e sustentável deve envolver o fortalecimento do compromisso político com o planejamento urbano, da capacidade institucional de governança das cidades e da capacidade técnica dos servidores públicos, aconselhou o diretor.