ONU: Haiti não pode suportar período prologando de governo de transição

Segundo o dirigente máximo das Nações Unidas, só uma liderança democraticamente eleita será capaz de assumir os crescentes desafios socioeconômicos e humanitários que o país enfrenta.

Eleitor vota no segundo turno das eleições parlamentares no Haiti e primeiro turno para o pleito presidencial, em Porto Príncipe, em 25 de outubro de 2015. Foto: ONU/Logan Abassi

Eleitor vota no segundo turno das eleições parlamentares no Haiti e primeiro turno para o pleito presidencial, em Porto Príncipe, em 25 de outubro de 2015. Foto: ONU/Logan Abassi

Analisando o relatório sobre a verificação do processo eleitoral no Haiti, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, manifestou no início de junho sua preocupação com a situação política na ilha e disse que o país caribenho não tem condições de esperar por um período prolongado de governo de transição.

“O dirigente máximo da ONU está preocupado, pois esta situação tem o potencial de afetar o apoio internacional concedido ao Haiti”, disse em comunicado o porta-voz de Ban.

Ban Ki-moon também reiterou a necessidade de uma liderança democraticamente eleita que assuma os crescentes desafios socioeconômicos e humanitários que o país enfrenta, considerando prioridade urgente o retorno à ordem constitucional no Haiti.

Em comunicado, o secretário-geral ainda lembrou da responsabilidade da presidência provisória, do governo e do Conselho Eleitoral Provisório para identificar um caminho a se seguir que “garanta a realização pacífica das eleições de 2015”.

Reafirmando o firme compromisso da ONU em apoiar as aspirações democráticas do povo haitiano, Ban pediu que todos os partidos envolvidos contribuam “para a manutenção da segurança e da estabilidade no país, desencorajando ativamente a violência durante este período difícil”.

Em 14 de fevereiro último, a Assembleia Nacional do Haiti elegeu Jocelerme Privert como presidente interino uma semana após o ex-presidente Michel Martelly ter encerrado seu mandato sem um sucessor.

Os prazos para as novas eleições haviam sido estabelecidos em um acordo selado em 5 de fevereiro, prevendo a conclusão do ciclo eleitoral para o final de abril (24).