Tema deste ano é “O legado vivo de 30 milhões de histórias não contadas”. Ban Ki-moon afirmou que é importante estudar e examinar os motivos que levaram à escravidão para “aumentar a conscientização sobre os perigos contínuos do racismo e do ódio”.
Nesta sexta-feira (25/03) as Nações Unidas observam o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Escravos. Ao longo desta semana foram realizadas diversas atividades para honrar a memória das milhares de vítimas que sofreram durante quatro séculos com o tráfico transatlântico de escravos.
A semana, cujo tema foi “O legado vivo de 30 milhões de histórias não contadas”, contou com os eventos organizados pela ONU, como videoconferências para profissionais na África, no Caribe, na Europa e na América do Norte, focando novas pesquisas e ensinos sobre o tráfico transatlântico de escravos. A semana será encerrada hoje, com um show no saguão da Assembleia Geral e que contará com apresentações de grandes artistas e de um grupo da Guiné Equatorial.
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, realizou uma reunião especial da Assembleia Geral para marcar o Dia e declarou que o desafio hoje é lembrar a escravidão do passado, bem como continuar lutando contra suas versões atuais, como a escravidão doméstica ou por dívida, casamento forçado e o tráfico de escravos.
O Presidente da Assembleia Geral, Joseph Deiss, reiterou a fala do Secretário-Geral, afirmando que este Dia Internacional é uma oportunidade para lembrar que ainda hoje persistem formas de escravidão. Ele aproveitou para renovar seu compromisso com programas de educação sobre a escravidão.
Em relação ao tema deste ano, Ban afirmou que é importante estudar e examinar os motivos que levaram à escravidão para “aumentar a conscientização sobre os perigos contínuos do racismo e do ódio”. “Ao homenagearmos as vítimas da escravidão, devolvemos a elas parte da dignidade que lhes foi arrancada”, completou.