Na abertura da exposição, Ban Ki-moon pediu aos Estados-Membros que ratificassem o tratado internacional que visa o fim dos desaparecimentos forçados.

Uma das “madres de la Plaza de Mayo”, conta a sua história ao secretário-geral. ONU Foto/Evan Schneider
Na abertura da exposição “Ausência”, que homenageia as milhares de pessoas que desapareceram em diversos lugares do mundo, vítimas de ações violentas do Estado, o secretário-geral da ONU pediu aos Estados-Membros que aderissem ao tratado internacional que visa eliminar os desaparecimentos forçados e acabar com a impunidade para este crime.
“Temos que esclarecer os casos de pessoas desaparecidas, fornecer reparações às vítimas e levar os agressores à justiça”, disse Ban Ki-moon nesta terça-feira (28), na inauguração desta nova exposição de fotos na sede das Nações Unidas, em Nova York.
Ban Ki-moon lembrou sua visita há dois anos ao Espaço para a Memória e para a Promoção e Defesa dos Direitos Humanos em Buenos Aires, na Argentina. “Fiquei profundamente emocionado ao ver as câmaras onde milhares de pessoas foram presas, torturadas e desapareceram”, revelou em seu discurso.
Mães e avós de alguns dos desaparecidos retratados na exposição estavam na inauguração.
O secretário-geral aproveitou a ocasião para pedir aos Estados-Membros que atendessem aos pedidos desses parentes e ratificassem a Convenção das Nações Unidas para a Proteção de Todas as Pessoas contra os Desaparecimentos Forçados, e que “agissem de acordo com as suas provisões.”
O desaparecimento forçado é considerado a prisão, detenção, sequestro ou qualquer outra forma de privação de liberdade por agentes do Estado ou por pessoas ou grupos de pessoas que atuem com autorização, apoio ou consentimento do Estado.