Número de pessoas forçadas a abandonar suas casas por causa do conflito cresce diariamente. ONU e parceiros enfrentam grande dificuldade para prestar assistência, mas empenham todos os esforços.
O conflito no Iêmen faz as necessidades humanitárias aumentarem diariamente, assim como a quantidade de pessoas que são forçadas a deixar suas casas. Segundo o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), não é possível confirmar o número de deslocados internos. Parte deles já foi obrigada a se mover duas vezes. “As carências emergenciais são abrigo, comida, água, proteção e assistência médica”, informou o escritório nesta terça-feira (21/06). ONU e seus parceiros estão ampliando a resposta aos necessitados.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) está distribuindo kits para evitar desidratação depois que 740 casos de diarreia foram registrados nos dois últimos meses. Acredita-se que o número de pessoas atingidas pelo surto seja muito maior. “Se uma ação de controle não fosse tomada imediatamente, o quadro poderia evoluir para uma epidemia.”
Neste mês, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) imunizou 40% das 450 mil crianças. “Desde fevereiro, a violência, a insegurança e a escassez crônica de combustível provocou o fechamento de 30% dos postos de vacinação e há preocupação sobre a conservação das doses remanescentes por causa da frequente falta de energia”, relatou a agência.
“Combustível tem sido levado do Aden para Sana´a, mas é particularmente difícil assegurar transporte e armazenamento em Haradh, onde o produto é extremamente necessário para o funcionamento dos campos de deslocados e refugiados”, afirmou o OCHA. No começo do mês, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), havia 200 mil refugiados e 300 mil deslocados no norte do país e a intensificação do conflito afetava a habilidade da ONU para prover proteção e assistência. Desde 10 de junho, 283 pessoas foram mortas e 3617 ficaram feridas.