ONU intensifica patrulhas e envia helicópteros para proteger civis na República Democrática do Congo

Nações Unidas também ativaram um plano de contingência em razão dos confrontos entre grupos armados. Soldados estão oferecendo segurança para mil civis dentro e em torno da base da organização.

Soldados da MONUSCO em patrulha. Foto: ONU/ Sylvain Liechti

Soldados da MONUSCO em patrulha. Foto: ONU/ Sylvain Liechti

A missão de paz das Nações Unidas na República Democrática do Congo (RDC) intensificou as patrulhas e está enviando helicópteros para proteger os civis no leste do país após os confrontos constantes entre grupos armados, disse um porta-voz da ONU nesta quarta-feira (21) a jornalistas em Nova York, Estados Unidos.

A Missão das Nações Unidas de Estabilização na República Democrática do Congo (MONUSCO) também ativou seu plano de contingência na área. “Os soldados estão fornecendo segurança para mil civis dentro e em torno da base da missão”, disse o porta-voz.

Na segunda-feira (19), combatentes de quatro grupos armados trocaram tiros perto da base da MONUSCO em Pinga, na província de Kivu do Norte. Três bombas de morteiro caíram perto da base.

O último surto de violência aconteceu ao mesmo tempo em que Martin Kobler visitou Kivu do Norte pela primeira vez como o novo representante especial do secretário-geral da ONU na RDC. Em sua visita, entre os dias 18 e 20 de agosto, Kobler se comprometeu a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para resolver a questão dos grupos armados em Kivu do Norte e do Sul e no resto do leste do país.

Durante o ano passado, o Movimento 23 de Março (M23), juntamente com outros grupos armados, entrou em conflito várias vezes com as forças nacionais (FARDC) no leste da RDC. Os rebeldes ocuparam brevemente a cidade de Goma em novembro de 2012.

A luta recomeçou nas últimas semanas, desta vez com apoio de grupos armados baseados em Uganda, e desalojou mais de 100 mil pessoas, agravando a crise humanitária. O país tem cerca de 2,6 milhões de pessoas deslocadas internamente (IDPs) e 6,4 milhões necessitando de alimentos e ajuda de emergência.