ONU: Jogos Mundiais dos Povos Indígenas contaram com a ajuda de 250 voluntários

Jovens que participaram do programa de voluntariado tiveram contato com diferentes culturas e etnias. Alguns lidaram diretamente com as delegações de atletas indígenas. Iniciativa teve apoio do PNUD.

Voluntários participam de cerimônia, onde receberam certificados de participação, ao final da 1ª edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), em Palmas, no Tocantins. Foto: PNUD

Voluntários participam de cerimônia, onde receberam certificados de participação, ao final da 1ª edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), em Palmas, no Tocantins. Foto: PNUD

Os I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), realizados em Palmas, no Tocantins, atraíram 250 jovens de todo o Brasil que trabalharam como voluntários para tornar o evento possível. Ao longo da competição, que terminou no domingo (1), os participantes do voluntariado, organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Prefeitura de Palmas e o Comitê Intertribal (ITC), tiveram contato com diferentes etnias.

“É uma troca de sabedorias, eles passam cultura para a gente e a gente também ensina um pouco”, afirmou a voluntária Julia sobre a sua experiência nos JMPI. Os jovens que trabalharam no evento deram suporte a diferentes setores, como os departamentos de mídia e informação, as áreas de eventos culturais realizados em paralelo às competições, as equipes de pesquisa junto ao público e os responsáveis pelas cerimônias e solenidades.

“Além de um grande aprendizado pessoal, por ser uma experiência muito intensa, profissionalmente tem sido muito enriquecedor. Para muitos voluntários, esta é a primeira oportunidade profissional”, disse a monitora do voluntariado, Joyce Barbosa. Alguns voluntários trabalharam como attachés, funcionários que lidam diretamente com as delegações, oferecendo orientações sobre a programação, os horários e os locais.

Para o gaúcho, Charles Pìmentel, o trabalho nos JMPI foi positivo. “É bom ser voluntário, muda o mundo”, afirmou. Já para Michele, que mora na cidade-sede do evento e também participou do voluntariado, a competição transformou a capital do Tocantins. “Existe Palmas antes dos Jogos e depois dos Jogos. Ser voluntário é ter amor ao próximo, é servir”, disse.

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