ONU lamenta condenação de ativistas de direitos humanos no Catar e Barein

As Nações Unidas criticaram o sentenciamento de 13 ativistas pró-democracia no Barein e de um poeta que teria insultado símbolos do Catar.

Protestos em Manama, Barein. Foto: Al Jazeera EnglishO Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) lamentou nesta terça-feira (8) a condenação de 13 ativistas pró-democracia no Barein pelo mais importante tribunal do país após dois anos de julgamentos e apesar dos apelos da comunidade internacional sobre o processo judicial e as alegações de tortura.

O ACNUDH ressaltou que os condenados são ativistas políticos e de direitos humanos e que podem ter sido injustamente sentenciados por atuação legítima. O escritório também está preocupado com a dureza das sentenças, que incluem a pena de morte.

Em especial, o ACNUDH condenou a contínua detenção arbitrária de Said Yousif Al-Muhafdhah, Vice-Presidente do Centro para os Direitos Humanos de Barein. Al-Muhafdhah foi preso em 17 de dezembro de 2012 enquanto escrevia no twitter sobre ataques contra manifestantes de um protesto em Manama. Seu caso deve ser revisto pelo Ministério Público do país amanhã (9).

No Catar, o ACNUDH demonstrou preocupação com a situação do poeta Mohammed al Ajami (também conhecido como Ibn al Dheeb), condenado à prisão perpétua em 29 de novembro de 2012 por um poema considerado insultuoso para os símbolos da nação e que incentiva a derrubada do sistema de governo. O Escritório da ONU está atento principalmente com o julgamento que, segundo o ACNUDH, foi marcado por uma série de irregularidades processuais. A segunda apelação do caso está marcada para 27 de janeiro e a agência está monitorando a situação de perto.